LÍNGUAS CLÁSSICAS

Página de Estudos das Fontes Pesquisadas

    TEXTO ORIGINAL

    Legenda Maior - Miraculis III,2

    2 
    1 In castro Pophis, quod in Campania positum est, sacerdos quidam, Thomas nomine, accessit ad reparandum ecclesiae molendinum. 
    2 Deambulans autem incaute secus extrema canalis, quo gurges profundus copioso defluebat influxu, subito casu cavilloso ligno intrusus est, cuius impulsu volvitur molendinum. 
    3 Cum igitur consertus iaceret in ligno, et super os ipsius, quia supinus erat, aquarum impetus inundaret, corde tantum, quia lingua non poterat, sanctum Franciscum flebiliter invocabat. 
    4 Per magnum vero spatium sic illo iacente, ac de vita ipsius iam penitus sociis desperatis, in contrariam partem molam cum violentia revolverunt, et sic eiectus, sacerdos palpitans volutabatur in aquae meatu. 
    5 Et ecce, quidam frater Minor, indutus tunica candida et fune succinctus, cum magna suavitate arreptum per brachium extra flumen eduxit, dicens: ”Ego sum Franciscus, quem invocasti”. 
    6 Ille vero, sic liberatus, nimis obstupuit volensque pedum ipsius deosculari vestigia, huc atque illuc anxius discurrebat, quaerens a sociis: ”Ubi est ille? Quo abiit Sanctus? Qua via discessit?”. 
    7 Viri autem illi tremefacti, proni ceciderunt in terram (cfr. Num 14,5), sublimis Dei gloriosa extollentes magnalia et virtuosa merita humilis servi eius.

    TEXTO TRADUZIDO

    Legenda Maior - Milagres III,2

    2 
    1 No castro de Pofi, que fica na Campânia, um sacerdote, chamado Tomás, foi reparar um moinho da igreja. 
    2 Caminhando descuidadamente pela boca do canal pelo qual corriam águas abundantes formando um sorvedouro profundo, de repente caiu e ficou preso pela roda cujo impulso fazia girar o moinho. 
    3 Preso pelas tábuas e com a boca inundada de água, pois estava virado para cima, invocava fracamente São Francisco, só com o coração, porque com a língua não podia. 
    4 Como tinha ficado nessa situação por muito tempo e seus companheiros já não esperavam que pudesse ser salvo, viraram com violência a roda do lado contrário, e assim, expelido, o sacerdote, palpitando, ficou sendo revolvido nas correntes da água. 
    5 E eis que um frade menor, vestido com um túnica branca e cingido com uma corda, puxou-o para fora do rio, com muita suavidade, dizendo-lhe: “Eu sou Francisco, que invocaste”. 
    6 Assim libertado, ele ficou muito espantado, querendo beijar os vestígios de seus pés, e corria para cá e para lá perguntando aos companheiros: “Onde ele está? Para onde foi? Por onde saiu?”. 
    7 Mas aqueles homens, tremendo, caíram no chão, inclinados, glorificando as grandes de Deus sublime e os virtuosos méritos de seu servo.