LÍNGUAS CLÁSSICAS

Página de Estudos das Fontes Pesquisadas

  • Fontes Franciscanas
  • Fontes Biográficas
  • Anônimo Perusino

TEXTO ORIGINAL

Anonimo Perusino - 36

36

1 Et surgens eadem hora ivit ad Apostolicum, et ea quae sibi Dominus revelaverat indicavit.

2 Audiens autem hoc dominus Papa miratus est vehementer, quoniam homini tam simplici suam Dominus revelaverat voluntatem. 3 Et cognovit quoniam non in sapientia hominum ambulabat, sed in ostensione Spiritus et virtute (cfr. 1Cor 2,4).

4 Deinde inclinavit se beatus Franciscus et promisit domino Papae obedientiam et reverentiam humiliter et devote. 5 Et alii fratres, quia obedientiam nondum promiserant, secundum praeceptum domini Papae beato Francisco obedientiam et reverentiam similiter promiserunt.

6 Et dominus Papa concessit ei Regulam et fratribus eius habitis et futuris. 7 Et dedit ei auctoritatem praedicandi ubique, sicut ei Spiritus Sancti gratia largiretur, et quod possent etiam fratres alii praedicare, quibus esset a beato Francisco officium praedicationis concessum.

8 Exinde coepit beatus Franciscus per civitates et castella populo praedicare (cfr Luc 8,1) sicut ei Spiritus Domini revelabat. 9 Posuit autem Dominus in ore eius verba honesta, melliflua atque dulcissima, ita ut vix posset de audiendo eum aliquis satiari.

10 Dictus autem Cardinalis, propter devotionem quem habebat in Fratrem, omnibus illis XII fratribus clericam fecit dari.

11 Et postea ordinavit beatus Franciscus quod fieret Capitulum bis in anno, in Pentecosten et in festo Sancti Michaelis in mense septembris.

TEXTO TRADUZIDO

Anônimo Perusino - 36

36

1 E levantando-se na mesma hora foi ao Apostólico e contou o que o Senhor lhe havia revelado.

2 Ouvindo isso, o senhor Papa ficou veementemente admirado, porque Deus revelara sua vontade a um homem tão simples. 3 E soube que ele “não caminhava na sabedoria dos homens, mas na luz e na força do Espírito” (1Cor 2,4).

4 Em seguida o bem-aventurado Francisco inclinou-se e prometeu ao senhor Papa obediência e reverência com humildade e devoção. 5 E os outros frades, porque ainda não tinham prometido obediência, prometeram semelhantemente ao bem-aventurado Francisco obediência e reverência, conforme o preceito do senhor Papa.

6 E o senhor Papa concedeu-lhe a Regra, e também para os irmãos que tinha e para os que viriam. 7 Deu-lhe autorização para pregar em qualquer lugar, como lhe concedesse a graça do Espírito Santo, e que também os outros frades, aos quais fosse concedido o ofício da pregação pelo bem-aventurado Francisco, pudessem pregar.

8 Daí em diante o bem-aventurado Francisco começou a pregar ao povo pelas cidades e castelos, como o Espírito do Senhor lhe revelava. 9 O Senhor colocou em sua boca palavras honestas, melífluas e dulcíssimas de modo que mal podia alguém saciar-se de ouvi-lo.

10 O referido Cardeal, pela devoção que tinha para com o Irmão, fez dar a clériga a todos aqueles doze frades.

11 Depois o bem-aventurado Francisco mandou que duas vezes por ano houvesse capítulo, em Pentecostes e na festa de São Miguel, no mês de setembro.