LÍNGUAS CLÁSSICAS

Página de Estudos das Fontes Pesquisadas

    TEXTO ORIGINAL

    Prima Vita (1Cel) - 72

    72. 
    1 Manu ad manum (Cfr. Ez 21,24) cum diabolo confligebat, cum in eiusmodi locis non solum tentationibus ipsum pulsaret interius, verum etiam exterius ruinis et subversionibus deterreret. 
    2 Sed sciens fortissimus miles Dei, Dominum suum ubique omnia posse, terroribus non cedebat, sed aiebat in corde suo: “Nihil amplius, o malevole, potes in me malitiae tuae arma excutere, quam si in publico coram omnibus maneremus”. 
    3 Revera constantissimus erat valde et in nullo, nisi quod erat Domini (cfr. 1Cor 7,32), attendebat. 
    4 Nam cum inter multa millia hominum verbum Dei saepissime praedicaret, ita securus erat ac si cum familiari socio loqueretur. 
    5 Populorum maximam multitudinem quasi virum unum cernebat, et uni quasi multitudini diligentissime praedicabat. 
    6 De puritate mentis providebat sibi securitatem dicendi sermonem, et non praecogitatus, mira et inaudita omnibus loquebatur. 
    7 Si quando vero aliqua meditatione praeveniret sermonem, congregatis populis, et meditata quandoque non recordabatur, et loqui alia ignorabat: absque rubore aliquo confitebatur populis, se multa precogitasse, quorum nihil penitus poterat recordari; 
    8 sicque de subito tanta eloquentia replebatur, ut in admirationem converteret animos auditorum. 
    9 Quandoque vero nihil sciens loqui, benedictione data, ex hoc solo maxime praedicatos populos dimittebat.

    TEXTO TRADUZIDO

    Primeira Vida (1Cel) - 72

    72. 
    1 Lutava corpo a corpo com o demônio, porque nesses lugares não só o tentava interiormente mas também procurava desanimá-lo com abalos e estardalhaços exteriores. 
    2 Mas o valente soldado de Cristo sabia que o seu Senhor tinha todo o poder, e não cedia às amedrontações, dizendo em seu coração: “Malvado, as armas da tua malícia não me podem ferir mais aqui do que se estivéssemos em público, na frente de todo mundo”. 
    3 Na verdade, ele era muito constante e em tudo só queria fazer o que era de Deus. 
    4 Pregando freqüentemente a palavra de Deus a milhares de pessoas, tinha tanta segurança como se estivesse conversando com um companheiro. 
    5 Olhava a maior das multidões como se fosse uma só pessoa e falava a cada pessoa com todo o fervor como se fosse uma multidão. 
    6 A segurança que tinha para falar era resultado de sua pureza de coração, pois, mesmo sem se preparar, falava coisas admiráveis, que ninguém jamais tinha ouvido. 
    7 Se, diante do povo reunido, não se lembrava do que tinha preparado e não sabia falar de outra coisa, confessava candidamente que tinha preparado muitas coisas e não estava conseguindo lembrar nada. 
    8 De repente, enchia-se de tanta eloquência que deixava admirados os ouvintes. 
    9 Mas houve ocasiões em que não conseguiu dizer nada, deu a bênção e, só com isso, despediu o povo com a melhor das pregações.