LÍNGUAS CLÁSSICAS

Página de Estudos das Fontes Pesquisadas

  • Fontes Franciscanas
  • Fontes Biográficas
  • Tomás de Celano
  • Segunda Vida (2Cel)

TEXTO ORIGINAL

Secunda Vita (2Cel) - 49

Caput XX - De fratre tentato qui de manu sancti aliquod scriptum habere volebat.

49 
1 Dum maneret sanctus in monte Alvernae cella reclusus, unus de sociis magno desiderio cupiebat habere de verbis Domini recreabile scriptum, manu sancti Francisci breviter adnotatum. 
2 Gravem enim qua vexabatur tentationem, non carnis sed spiritus, credebat ex hoc evadere, vel certe levius ferre. 
3 Tali desiderio languens, pavebat rem aperire patri sanctissimo; sed cui homo non dixit, Spiritus revelavit (cfr. 1Cor 2,10). 
4 Quadam enim die vocat eum beatus Franciscus dicens: “Porta mihi chartam et atramentum (cfr. 2Ioa 12), quoniam verba Domini et Laudes eius scribere volo, quae meditatus sum in corde meo (cfr. Ps 76,7). 
5 Allatis protinus quae petierat, scribit manu propria Laudes Dei et verba quae voluit, et ultimo benedictionem fratris, dicens: “Accipe tibi (cfr. Gen 28,2) chartulam istam, et usque ad diem mortis tuae custodias diligenter”. 
6 Fugatur statim omnis illa tentatio; servatur littera et in posterum miranda effecit.

TEXTO TRADUZIDO

Segunda Vida (2Cel) - 49

Capítulo 20 - Sobre o irmão tentado que queria ter alguma coisa escrita pela mão do santo.

49 
1 No tempo em que o santo estava recolhido a sua cela no Monte Alverne, um de seus companheiros tinha muita vontade de ter algum escrito edificante com as palavras do Senhor, anotadas brevemente pela mão de São Francisco. 
2 Achava que, dessa maneira, ficaria livre de uma grave tentação não da carne mas do espírito, ou que pelo menos conseguiria suportá-la melhor. 
3 Preocupado com esse desejo, tinha receio de abrir-se com o santíssimo pai. Mas o que o homem não disse revelou-lho o Espírito. 
4 Porque um dia São Francisco o chamou e disse: “Traz-me papel e tinta, porque quero escrever umas palavras e louvores do Senhor, que estive meditando em meu coração”. 
5 Trazidos logo as coisas que pedira, escreveu de próprio punho os Louvores de Deus e as palavras que quis, e por último uma bênção para o frade, dizendo-lhe: “Recebe para ti este pedaço de papel e guarda-o diligentemente até o dia de tua morte”. 
6 A tentação desapareceu na mesma hora. O escrito foi guardado e, posteriormente, realizou coisas admiráveis.