LÍNGUAS CLÁSSICAS

Inculturar a Minoridade, Luís Oviedo, OFM

LUÍS OVIEDO, OFM

INCULTURAR A MINORIDADE

Publicado em italiano sob o título: "Inculturare la minoritá",
em L. PADOVESE (ed.), Minores et subditi omnibus: Tratti caratterizzanti dell'identitá francescana,
Atas do Congresso celebrado em Roma, 26-27 de novembro de 2002,
Ed. Collegio S. Lorenzo da Brindisi, Roma 2003, pp. 445-456.

O termo "inculturação" evoca, em primeiro lugar, a necessidade de relacionar a mensagem cristã com a cultura do próprio ambiente, para que essa mensagem seja mais compreensível e significativa. Trata-se de uma missão consubstancial à teologia, que nasce e existe para fazer inteligível a fé em qualquer contexto, em todo tempo. Em um sentido mais restrito, a idéia de inculturação indica uma opção precisa e um programa consciente de adequação dos núcleos da fé e da práxis cristã ao contexto cultural em que se propõem, o que exige prestar atenção às condições ambientais cambiantes, conforme nos movamos entre os diversos lugares e tempos, ou tenhamos que nos orientar para minorias que povoam regiões diversas. Nessa perspectiva à oferta teológica não poderá ser a mesma em Espanha e nos Andes, na Alemanha e na Índia. Além disso, parece que uma obrigação da teologia é integrar os elmentos culturais que são gerados no curso da história, para fazê-los próprios e recriá-los dentro da tradição cristã. A proposta de fé evangélica sente-se assim enriquecida e fecundada, podendo expressar-se em termos novos e mais adequados.

No segundo caso nos encontramos diante de uma estratégia teológica e pastoral especialmente moderna, embora fundada no princípio de encarnação, um princípio que, entre outras coisas, reivindica à capacidade da fé de assumir e fecundar as diversar expressões culturais, sem anular seu próprio valor. Na base desta posição há um respeito profundo pela pluralidade cultural e a riqueza implícita nela. Esse "repeito" já constitui uma "primeira inculturação", um modo de assumir e de reconhecer o ambiente no que nos movemos...

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