LÍNGUAS CLÁSSICAS

Página de Estudos das Fontes Pesquisadas

  • Fontes Franciscanas
  • Fontes Biográficas
  • Bernardo de Bessa
  • Livro dos Louvores de São Francisco

TEXTO ORIGINAL

Liber de Laudibus Beati Francisci - 9,2

II - De caecis illuminatis.

17 Mulier quaedam Sibilia nomine, caecitatem oculorum per plures annos perpessa ad sepulcrum viri Dei caeca tristis adducitur, sed recuperato pristino lumine, gaudens et exsultans domum revertitur.

18 In castro Vici Albi Soranae dioecesis puella quaedam, caeca a nativitate, ad quoddam oratorium beati Francisci a matre perducta, Christi nomine invocato, visum, quem nunquam habuerat, beati Francisci meritis meruit invenire.

19 Caecus quidam de Spello coram tumulo Sancti corporis visum diu perditum reinvenit.

20 In civitate Aretti mulier per VIII annos non viderat, in ecclesia beati Francisci prope civitatem constructa visum amissum recepit.

21 In eadem civitate filius pauperis mulieris a beato Francisco, cui voverat eum mater, illuminatus est.

22 In Podio Bonici Florentinae dioecesis mulier caeca quoddam beati Francisci oratorium per revelationem visionis [visitare coepit]; cum illuc delata coram altari miseranda iaceret, continuo visum recipiens sine duce ad propria remeavit.

23 Mulier una de Camerino dextri oculi lumine privata ex toto, cum parentes eius pannum, quem beatus Franciscus tenuerat, super oculum posuissent, facto voto, lumen recuperavit amissum.

24 Alia mulier de Eugubio, facto similiter voto, illuminata est.

25 Caecus quidam de Assisio, per quinquennium perdito lumine oculorum, ad tactum sepulcri beati Francisci exstitit liberatus.

26 Albertinus de Narnio, amisso lumine oculorum et palpebris usque ad genes dependentibus, beato Francisco se vovens illuminari meruit et sanari.

TEXTO TRADUZIDO

Livro dos Louvores de São Francisco - 9,2

II - Cegos iluminados

17 Uma mulher chamada Sibília, sofrendo de cegueira por muitos anos, foi levada como cega triste ao sepulcro do homem de Deus. Recuperada a antiga luz, voltou para casa alegre e exultante.

18 No castelo de Vicalvi, diocese de Sora, uma menina, cega de nascença, levada pela mãe a um oratório do bem-aventurado Francisco, invocou o nome de Cristo e mereceu obter a visão que nunca tivera, pelos méritos do bem-aventurado Francisco.

19 Um cego de Spello, diante do túmulo do corpo do santo, reencontrou a visão havia muito perdida.

20 Na cidade de Arezzo, uma mulher, não via por oito anos. Recebeu a visão perdida, na igreja do bem-aventurado Francisco, construída perto da cidade.

21 Na mesma cidade, o filho de uma mulher pobre foi iluminado pelo bem-aventurado Francisco, a quem a mãe o consagrara.

22 Em Poggibonsi, na diocese de Florença, uma mulher cega começou, por revelação de uma visão, a visitar o oratório do bem-aventurado Francisco; conduzida até lá, ao deitar-se diante do altar de maneira digna de compaixão, recebendo imediatamente a vista, voltou para casa sem guia.

23 Uma mulher de Camerino privada totalmente da luz do olho direito, quando os parentes lhe colocaram sobre o olho um pano que o bem-aventurado Francisco possuíra, fez um voto e recuperou a luz perdida.

24 Outra mulher de Gubbio, tendo feito semelhantemente o voto, foi curada da cegueira.

25 Um cego de Assis, tendo perdido a luz dos olhos por um período de cinco anos, ao tocar o sepulcro do bem-aventurado Francisco, ficou libertado.

26 Albertino de Narni, perdida a luz dos olhos e com as pálpebras pendendo, consagrando-se por voto ao bem-aventurado Francisco, mereceu ser iluminado e curado.