LÍNGUAS CLÁSSICAS

Página de Estudos das Fontes Pesquisadas

    TEXTO ORIGINAL

    Vita Sancti Francisci - 27

    Capítulo V - Como ensinou os frades a orar, o que deviam crer e observar; a obediência e a simplicidade dos irmãos e as conso­lações que eles tiveram através dele; sua transfiguração e seu espírito profético.

    27.

    1 Rogatus a fratribus eo tempore beatus Franciscus ut eos orare doceret, simpliciter illis huiusmodi formam tradidit dicens: “Cum orabitis dicite: Pater noster (Luc 11,2; Mat 6,9),

    2 et ‘Adoramus te, Domine Iesu Christe, ad omnes ecclesias tuas, quae sunt in toto mundo, et benedicimus tibi, quia per sanctam crucem tuam redemisti mundum’.

    3 Quod ipsi fratres humiliter exsequentes et verbum simplex pro mandato obedientiae reputantes, se etiam ad ecclesias quas e longinquo prospicere poterant inclinabant, et proni in terra, prout instructi fuerant, adorabant.

    4 Fratres quoque, tunc sacerdotes Ordinis non habentes, confitebantur saecularibus sacerdotibus indifferenter bonis et malis;

    5 nec peccatum in aliquo considerabant, sed ad exemplum et doctrinam sancti patris maximam omnibus reverentiam exhibebant.

    TEXTO TRADUZIDO

    Vida de São Francisco - 27

    Capítulo V - Como ensinou os frades a orar, o que deviam crer e observar; a obediência e a simplicidade dos irmãos e as conso­lações que eles tiveram através dele; sua transfiguração e seu espírito profético. 

    27.

    1 Nesse tempo, rogado pelos irmãos que os ensinasse a orar, ele simplesmente lhes indicou esta forma: “Quando orardes dizei: Pai nosso” (Lc 11,2; Mt 6,9),

    2 e “Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, em todas as vossas igrejas que estão no mundo inteiro, e vos bendizemos, porque pela santa cruz remistes o mundo”.

    3 Pondo isso em prática com humildade e consi­derando uma ordem a obedecer o que ele dissera com simplicidade, e, como lhes fora ensinado, incli­navam-se também para as igrejas que podiam ver ao longe e ado­ravam, prostrados por terra.

    4 Além disso, não tendo então sacerdotes da Ordem, os frades se confessavam aos sacerdotes seculares, bons e maus, indiferentemente;

    5 e não consideravam o pecado de algum deles, mas, a exemplo e ensinamento do santo pai, tinham para com todos com a maior reverência.