LÍNGUAS CLÁSSICAS

Página de Estudos das Fontes Pesquisadas

    TEXTO ORIGINAL

    Legenda Trium Sociorum - 8

    8. 
    1 Ab illa itaque hora coepit sibi vilescere et illa contemnere quae prius habuerat in amore, non tamen adhuc plene quia nondum erat penitus a saeculi vanitate solutus. 
    2 Parumper autem a saeculari tumultu se subtrahens, studebat in interiori homine recondere Iesum Christum et margaritam quam comparare venditis omnibus (cfr. Mat 13,46) cupiebat, oculis illusorum abscondens se, saepe et quasi quotidie ad orationem ibat secreto. 
    3 Ad hoc ipsum urgente quodammodo praelibata dulcedine quae saepius eum visitans, ipsum ad orationem de platea et aliis locis publicis impellebat. 
    4 Licet vero dudum iam fuisset pauperum benefactor, ex tunc tamen firmius in corde suo (Ps 13,1; Act 5,4) proposuit nulli pauperi eleemosynam pro Deo petenti se ulterius denegare, sed liberius et affluentius solito eleemosynas facere. 
    5 Semper igitur quicumque pauper ab ipso extra domum eleemosynam postulabat, de denarüs providebat illi si poterat. 
    6 Carens vero denariis, infulam vel corrigiam dabat ei, ne pauperem dimitteret vacuum (cfr. Sir 29,12). 
    7 Si vero de his non habebat, ibat ad aliquem locum occultum et se camisiam exuens, illuc pauperem secreto mittebat ut eam sibi tolleret propter Deum. 
    8 Emebat etiam utensilia ad ecclesiarum ornatum pertinentia et ea sacerdotibus pauperibus secretius transmittebat.

    TEXTO TRADUZIDO

    Legenda dos Três Companheiros - 8

    8. 
    1 Desde aquela hora começou a considerar-se de pouco valor e a desprezar as coisas que antes tinha amado; mas ainda não plenamente, porque ainda não se tinha desligado de uma vez das vaidades do século. 
    2 Aos poucos, porém, subtraindo-se ao tumulto do mundo, procurava guardar Jesus Cristo no seu interior, ia muitas vezes, quase todos os dias, fazer orações em lugar secreto, ocultando aos olhos dos iludidos a pérola preciosa que desejava comprar mesmo tendo que vender tudo. 
    3 Para isso era impelido a sair das praças e de outros lugares públicos para rezar, de certa forma urgido pelo antegozo da doçura que o visitava mais freqüentemente. 
    4 Embora no passado sempre tivesse sido benfeitor dos pobres, contudo, desde esse instante, propôs mais firmemente em seu coração que nunca mais negaria uma esmola a nenhum pobre que lhe pedisse por amor de Deus, mas que faria esmolas com maior boa vontade e em maior abundância do que costumava. 
    5 Por isso sempre dava dinheiro, se podia, a qualquer pobre que lhe pedisse esmola fora de casa. 
    6 Se estivesse sem dinheiro, dava-lhe o gorro ou o cinto, a fim de não mandá-lo embora vazio. 
    7 Se nem isto tivesse, ia a algum lugar oculto, tirava a camisa e a mandava para o pobre, para que a levasse por amor de Deus. 
    8 Comprava também utensílios necessários ao decoro das igrejas e os enviava ainda mais secretamente aos sacerdotes mais pobres.