LÍNGUAS CLÁSSICAS

Página de Estudos das Fontes Pesquisadas

  • Fontes Franciscanas
  • Fontes Biográficas
  • Legenda dos Três Companheiros

TEXTO ORIGINAL

Legenda Trium Sociorum - 50

50. 
1 Orante itaque sancto Dei, sicut ei suggesserat dominus papa, locutus est ei Dominus in spiritu per similitudinem dicens: “Quaedam mulier paupercula et formosa erat in quodam deserto, cuius pulchritudinem rex quidam magnus admirans concupivit eam accipere in uxorem, quia putabat ex ipsa pulchros filios generare”. 
2 “Contracto autem et consummato matrimonio, multi filü sunt geniti et adulti, quos mater sic alloquitur dicens: “Filü, nolite verecundari quia filii regis estis. 
3 Ite ergo ad curiam eius et ipse vobis omnia necessaria ministrabit”. 
4 Cum ergo venissent ad regem, miratus est rex eorum pulchritudinem, vidensque in eis suam similitudinem dixit illis: “Cuius estis filii?”. 
5 “Cui cum respondissent se esse filios mulieris pauperculae in deserto morantis, rex cum magno gaudio amplexatus est eos dicens: “Nolite timere (cfr. Luc 12,32; Mat 14,27) quia filii mei estis. 
6 Si enim de mensa mea nutriuntur extranei, multo magis vos qui estis mei legitimi”. 
7 Mandavit itaque rex mulieri praedictae ut omnes filios ex se susceptos ad suam curiam mitteret nutriendos”. 
8 His igitur sic ostensis per visum beato Francisco oranti, intellexit vir sanctus se per illam mulierem pauperculam designari.

TEXTO TRADUZIDO

Legenda dos Três Companheiros - 50

50. 
1 Orando o santo de Deus, conforme o papa lhe havia sugerido, falou-lhe o Senhor Deus em espírito por esta semelhança: “Certa mulher pobrezinha e formosa vivia num deserto. Um grande rei, admirando-lhe a beleza, desejou recebê-la como esposa, julgando que teria lindos filhos dela”. 
2 “Contraído e consumado o matrimônio, nasceram e ficaram adultos muitos filhos, aos quais a mãe falou: 'Filhos, não vos envergonheis, porque sois filhos do rei! 
3 Ide pois a sua corte e ele vos dará tudo o que vos é necessário’. 
4 Quando chegaram diante do rei, este ficou admirado com a sua beleza, e reconhecendo neles a própria semelhança, perguntou-lhes: 'De quem sois filhos?' 
5 “Quando responderam que eram filhos da mulher pobrezinha que morava no deserto, o rei abraçou-os com grande júbilo, e disse-lhes: ‘não temais, pois vós sois meus filhos. 
6 Se em minha mesa alimentam-se estranhos, muito mais vós que sois meus filhos legítimos'. 
7 E mandou dizer à mulher que enviasse a sua corte todos os filhos que dele tivera, para serem alimentados”. 
8 Como essas coisas foram mostradas em visão ao bem-aventurado Francisco, que estava em oração, o homem santo entendeu que ele era designado por aquela mulher pobrezinha.