LÍNGUAS CLÁSSICAS

Página de Estudos das Fontes Pesquisadas

  • Fontes Franciscanas
  • Fontes Biográficas
  • Anônimo Perusino

TEXTO ORIGINAL

Anonimo Perusino - 35

35

1 Tunc abiens ad orationem, oravit ad Dominum puro corde, ut per suam ineffabilem pietatem hoc ei ostendere dignaretur. 2 Cumque iam in oratione perseverasset et totum cor suum ad Dominum collegisset, factum est verbum Domini in cor eius, et per similitudinem dixit ei: 3 “Fuit in regno cuiusdam magni Regis mulier quaedam, paupercula plurimum sed decora, quae oculis Regis placuit, et ex ea plures filios generavit. 4 Quadam vero die coepit mulier illa cogitare intra se dicens: ‘Quid faciam ego paupercula, cui tot nati sunt filii nec possessiones habeo, unde vivere possint?’. 5 Cum vero in corde suo talia cogitaret, et prae multitudine cogitationum tristis eius facies redderetur, apparuit Rex et dixit ei: ‘Quid habes, quia cogitantem te video, et esse tristem?’. 6 At illa dixit ei omnes animi sui cogitationes. 7 Respondit ei Rex, dicens: ‘Noli timere (cfr.  Luc 12,32) de tua nimia paupertate, nec de filiis tibi natis et plurimis nascituris, quoniam cum multi mercenarii in domo mea abundent panibus, nolo ego quod filii mei fame pereant (cfr.  Luc 15,17)sed volo eos plus aliis abundare’”.

8 Intellexit statim vir Dei Franciscus se per mulierem illam pauperculam designari. 9 Ex hoc igitur vir Dei suum propositum stabilivit, sanctissimam paupertatem de cetero observare.

TEXTO TRADUZIDO

Anônimo Perusino - 35

35

1 Então saiu para a oração, orou ao Senhor com o coração puro, para que por sua inefável piedade se dignasse mostrar-lhe isso. 2 Quando já estava perseverando na oração e tinha recolhido todo o seu coração no Senhor, fez-se a palavra do Senhor em seu coração, e lhe disse por semelhança: 3 “No reino de um grande soberano havia uma mulher, muito pobrezinha mas bela, que agradou aos olhos do rei, que dela gerou muitos filhos. 4 Um dia a mulher  começou a refletir e a dizer consigo mesma: “O que farei, eu pobrezinha, que tenho tantos filhos, mas não tenho nada de que possam viver?’ 5 Enquanto estava nestes pensamentos, que davam um aspecto triste ao seu rosto, aparece o e lhe diz: ‘Que tens, pois te vejo preocupada, e triste?’ 6 Ela contou tudo que estava pensando. 7 O rei respondeu dizendo: ‘Não tenhas medo por causa da tua grande pobreza e nem te deixes levar pela angústia por causa dos filhos que tens e dos muitos que ainda vão nascer, pois se muitos mercenários têm abundância de pão em minha casa, não quero que meus filhos morram de fome: mas quero que eles ainda tenham mais que os outros”.

8 Francisco, o homem de Deus, compreendeu logo que era designado por aquela mulher pobrezinha. 9 E por isso o homem de Deus confirmou seu propósito de observar a santa pobreza daí em diante.