LÍNGUAS CLÁSSICAS

Página de Estudos das Fontes Pesquisadas

  • Fontes Franciscanas
  • Fontes Biográficas
  • Anônimo Perusino

TEXTO ORIGINAL

Anonimo Perusino - 45

45

1 Et petiit beatus Franciscus a domino Papa unum de Cardinalibus, qui esset istius Religionis gubernator et protector et corrector, sicut in eadem Regula continetur. 2 Et concessit eis dictum Dominum Ostiensem.

3 Post hoc, habito domini Papae mandato, extendens manum suam ad protegendum fratres Dominus Ostiensis misit multis Praelatis litteras apud quos fratres tribulationes passi fuerant, ut non essent fratribus contrarii, sed potius ad praedicandum et habitandum in quis provinciis consilium et auxilium eis darent, tamquam bonis et religiosis viris ab Ecclesia approbatis. 4 Et plures ex aliis Cardinalibus miserunt litteras suas similiter ad hoc idem.

5 Et sic in alio Capitulo, data a beato Francisco licentia Ministris recipiendi fratres ad Ordinem, fratres in illis provinciis sunt remissi; portantes Regulam confirmatam et litteras, ut diximus, Cardinalis. 6Videntes itaque Praelati Regulam a Summo Pontifice confirmatam, Cardinali quoque Domino Ostiensi cum aliis Cardinalibus bonum de fratribus testimonium perhibente (cfr.  Ioa 1,7; 21,24)eis acdificare et habitare et praedicare in suis provincius concesserunt.

7 Quo facto et fratribus ibi habitantibus et praedicantibus, videntes multi conversationem eorum humilem, mores quoque honestos et verba ipsorum dulcissima, venerunt ad fratres et sanctae Religionis habitum assumpserunt.

8 Videns autem beatus Franciscus fidem et dilectionem quam habebat erga fratres Dominus Ostiensis, intimo corde diligebat eum; 9 et quando scribebat ei litteras sie dicebat: ‑ “Venerabili in Christo Patri Episcopo totius mundi”.

10 Parvo quoque tempore postmodum revoluto, dictus Dominus Ostiensis iuxta [verbum] propheticum beati Francisci in Sedem Apostolicam est electus,: et vocatus Gregorius Papa nonus.

TEXTO TRADUZIDO

Anônimo Perusino - 45

45

1 O bem-aventurado Francisco pediu ao papa um dos cardeais, que fosse guia, protetor e corretor, como está estabelecido na própria Regra. 2 Foi-lhe concedido o supradito senhor ostiense.

3 Depois disso, tendo um mandato do papa, o senhor ostiense estendeu a sua mão para proteger os frades, mandou cartas para muitos prelados junto aos quais os frades tinham passado tribulações, para que não fossem contrários aos frades, mas antes, para que pregassem e morassem em suas províncias, dessem-lhes conselho e auxílio, como a varões bons e religiosos, aprovados pela Igreja. 4 E muitos dos outros Cardeais mandaram suas cartas semelhantemente, para o mesmo fim.

5 E assim, num outro capítulo, quando o bem-aventurado Francisco deu aos ministros a licença de receber frades na Ordem, foram reenviados frades àquelas províncias; levando, como dissemos, a regra confirmada e as cartas do Cardeal. 6 Quando os prelados viram a regra confirmada pelo Sumo Pontífice e também o bom testemunho sobre os frades dado pelo Cardeal ostiense com outros cardeais, concederam que eles edificassem, morassem e pregassem em suas províncias.

7 Feito isso, quando os frades já lá moravam e pregavam, muito,s, vendo o seu comportamento humilde, os costumes honestos e as palavras muito educadas, vieram aos frades e assumiram o hábito da santa religião.

8 O bem-aventurado Francisco, vendo a confiança e o afeto que o senhor de Óstia tinha para com os frades, amava-o de coração; 9 e quando lhe escrevia cartas dizia assim: “Ao venerável pai em Cristo, bispo de todo o mundo”.

10 Passado pouco tempo depois, o referido senhor ostiense, de acordo com a palavra profética do bem-aventurado Francisco foi eleito para a Sé Apostólica, e se chamou Papa Gregório IX.