LÍNGUAS CLÁSSICAS

Página de Estudos das Fontes Pesquisadas

    TEXTO ORIGINAL

    Prima Vita (1Cel) - 86

    86. 
    1 Induitur sanctus Dei leviticis ornamentis, quia levita erat, et voce sonora sanctum Evangelium cantat. 
    2 Et quidem vox eius, ‘vox vehemens, vox dulcis (cfr. Cant 2,14), vox clara, voxque sonora’, cunctos invitans ad praemia summa. 
    3 Praedicat deinde populo circumstanti et de nativitate pauperis Regis et Bethlehem parvula civitate melliflua ructat. 
    4 Saepe quoque, cum vellet Christum “Iesum” nominare, amore flagrans nimio, eum “puerum de Bethlehem” nuncupabat, et more balantis ovis “Bethlehem” dicens, os suum voce sed magis dulci affectione totum implebat. 
    5 Labia sua etiam, cum “puerum de Bethlehem” vel “Iesum” nominaret, quasi lambebat lingua, felici palato degustans et deglutiens dulcedinem verbi huius. 
    6 Multiplicantur ibi dona Omnipotentis et a quodam viro virtutis (cfr. 1Mac 5,50) mirabilis visio cernitur. 
    7 Videbat enim in praesepio puerulum unum iacentem exanimem, ad quem videbat accedere sanctum Dei et eumdem puerum quasi a somni sopore suscitare. 
    8 Nec inconveniens visio ista, cum puer Iesus in multorum cordibus oblivioni fuerit datus (cfr. Ps 30,13), in quibus, ipsius gratia faciente, per servum suum sanctum Franciscum resuscitatus est et impressus memoriae diligenti. 
    9 Finiuntur denique solemnes excubiae et unusquisque cum gaudio ad propria remeavit.

    TEXTO TRADUZIDO

    Primeira Vida (1Cel) - 86

    86. 
    1 O santo vestiu dalmática, porque era diácono, e cantou com voz sonora o santo Evangelho. 
    2 De fato, era “uma voz forte, doce, clara e sonora”, convidando a todos às alegrias eternas. 
    3 Depois pregou ao povo presente, dizendo coisas doces como o mel sobre o nascimento do Rei pobre e sobre a pequena cidade de Belém. 
    4 Muitas vezes, quando queria nomear Cristo Jesus, chamava-o também com muito amor de “menino de Belém”, e pronunciava a palavra “Belém” como o balido de uma ovelha, enchendo a boca com a voz e mais ainda com a doce afeição. 
    5 Também estalava a língua quando falava “menino de Belém” ou “Jesus”, saboreando a doçura dessas palavras. 
    6 Multiplicaram-se nesse lugar os favores do Todo-Poderoso, e um homem de virtude teve uma visão admirável. 
    7 Pareceu-lhe ver deitado no presépio um bebê sem vida, que despertou quando o santo chegou perto. 
    8 E essa visão veio muito a propósito, porque o menino Jesus estava de fato esquecido em muitos corações, nos quais, por sua graça e por intermédio de São Francisco, ele ressuscitou e deixou a marca de sua lembrança. 
    9 Quando terminou a vigília solene, todos voltaram contentes para casa.