LÍNGUAS CLÁSSICAS

Página de Estudos das Fontes Pesquisadas

    TEXTO ORIGINAL

    Prima Vita (1Cel) - 133

    133. 
    1 Alius quoque puer de Montenigro, ante fores ecclesiae ubi requiescit corpus sancti Francisci, per plures dies decubans, quia nec ire poterat nec sedere, a cingulo infra omnibus erat viribus et membrorum officio destitutus. 
    2 Quadam vero die intrans ecclesiam, ad tactum sepulcri beatissimi patris Francisci, foras sanus et incolumis est regressus. 
    3 Dicebat autem puerulus ipse, quod dum coram tumulo gloriosi sancti iaceret, astitit ei iuvenis quidam, habitu fratrum indutus, supra sepulcrum exsistens, qui pira in manibus portans vocavit eum, et praebens ei pirum unum, ut surgeret confortavit. 
    4 Qui pirum de manibus ipsius suscipiens respondebat: “Ecce contractus sum, et nullo modo surgere possum”. 
    5 Pirum vero exhibitum manducavit, et ad aliud pirum, quod ei ab eodem iuvene offerebatur, coepit extendere manum. 
    6 Qui dum iterum eum surgeret hortaretur, infirmitate gravatum se sentiens non surgebat. 
    7 Sed dum ad pirum manum extenderet, dictus iuvenis, exhibito illi piro, manum eius apprehendit, et foras educens eum disparuit ab oculis eius. 
    8 Qui sanum et incolumen factum se videns, cepit alta voce clamare, quod factum in eo fuerat, omnibus manifestans.

    TEXTO TRADUZIDO

    Primeira Vida (1Cel) - 133

    133. 
    1 Um menino de Montenegro passou vários dias deitado diante da porta da igreja em que descansa o corpo de São Francisco, porque não podia andar nem sentar, entrevado da cintura para baixo. 
    2 Um dia, entrou na igreja e tocou o sepulcro de nosso bem- aventurado pai São Francisco, voltando para fora são e salvo. 
    3 Contava o próprio rapaz que, estando diante do túmulo do glorioso santo, apareceu-lhe um jovem vestido com o hábito dos frades. Estava em cima do sepulcro e tinha algumas pêras nas mãos. Chamou o menino e lhe ofereceu uma pêra, animando-o para se levantar. 
    4 O menino pegou a pêra de suas mãos e disse: “Sou aleijado e não posso me levantar”. 
    5 Mas comeu a pêra e começou a estender a mão para outra que o jovem lhe oferecia. 
    6 Este insistiu em que se levantasse, mas o menino, preso pela doença, não se moveu. 
    7 Então o moço deu-lhe a pera mas tomou-lhe a mão estendida. Levou-o para fora e desapareceu de seus olhos. 
    8 Vendo-se curado e incólume, o menino começou a gritar em alta voz, contando a todos o que lhe acontecera.