LÍNGUAS CLÁSSICAS

Página de Estudos das Fontes Pesquisadas

    TEXTO ORIGINAL

    Legenda Maior - IV,1

    Caput IV – De profectu Ordinis sub manu ipsius et confirmatione Regulae prius approbatae. 


    1 Fretus exinde Franciscus superna gratia et auctoritate papali, cum fiducia multa versus vallem Spoletanam iter arripuit, ut Evangelium Christi faceret et doceret (cfr. Act 1,1). 
    2 Dum autem in via conferret cum sociis, qualiter regulam quem susceperant, sincere servarent, qualiter in omni sanctitate ac iustitia coram (cfr. Luc 1,75) Deo incederent, qualiter in seipsis proficerent et essent aliis in exemplum, diutius collatione protracta, hora pertransiit. 
    3 Et cum iam lassati essent ex diuturnitate laboris, esurientes in quodam loco solitudinis substiterunt. 
    4 Sane cum omnis via deesset, qua possent sibi de victu necessario providere, statim affuit providentia Dei. 
    5 Nam subito apparuit homo afferens panem in manu, quem pauperculis Christi dedit, subitoque disparuit, incognitus unde venerit vel quo iret. 
    6 Cognoscentes autem per hoc pauperes fratres, supernum sibi in comitatu viri Dei adesse praesidium, magis dono liberalitatis divinae quem cibo carnis propriae sunt refecti. 
    7 Insuper divina consolatione repleti, statuerunt firmiter et irrevocabiliter confirmarunt, nullius inediae aut tribulationis impulsu a sanctae paupertatis resilire promisso.

    TEXTO TRADUZIDO

    Legenda Maior - IV,1

    Capítulo 4 – Do progresso da Ordem sob sua mão e da confirmação da Regra anteriormente aprovada. 


    1 Desde então, apoiado na graça superna e na autoridade papal, Francisco iniciou a viagem para o vale de Espoleto, com muita confiança, para praticar e ensinar o Evangelho de Cristo. 
    2 Mas, no caminho, quando conversava com os companheiros sobre como iriam observar de verdade a Regra que tinham recebido, como caminhariam com toda santidade e justiça diante de Deus, como seriam proveitosos entre si e serviriam de exemplo para os outros, a conversa foi longe e o tempo passou. 
    3 Quando já estavam cansados pelo prolongamento do trabalho, com fome, pararam em um lugar solitário. 
    4 Como não tinham nenhum jeito de providenciar a comida necessária, apresentou-se imediatamente a providência de Deus. 
    5 Pois apareceu de repente um homem com um pão na mão, deu-o aos pobrezinhos de Cristo e também de repente desapareceu, sem que ficassem sabendo de onde vinha nem para onde ia. 
    6 Percebendo nesse fato que a ajuda estava presente na companhia do homem de Deus, os frades se refizeram mais com o pão da liberalidade divina que com o alimento da própria carne. 
    7 Além disso, repletos de consolação divina, estabeleceram com firmeza e confirmaram irrevogavelmente que nunca se afastariam da santa pobreza que tinham prometido, por nenhum impulso da escassez ou da tribulação.