LÍNGUAS CLÁSSICAS

Página de Estudos das Fontes Pesquisadas

    TEXTO ORIGINAL

    Legenda Maior - VI,4

    4 
    1 Ut autem pluribus modis negotiatior hic evangelicus lucraretur ac totum praesens tempus conflaret in meritum, non tam praeesse voluit quem subesse, nec tam praecipere quam parere. 
    2 Idcirco generali cedens officio, guardianum petiit, cuius voluntati per omnia subiaceret. 
    3 Tam enim uberem asserebat sanctae obedientiae fructum, ut eis qui iugo ipsius colla submitterent (cfr. Sir 51,34), nil temporis sine lucro transiret. 
    4 Unde et fratri, cum quo erat solitus ire, semper obedientiam promittere consueverat et servare. 
    5 Dixit aliquando sociis: ”Inter alia, quae dignanter pietas mihi divina concessit, hanc gratiam contulit, quod ita diligenter novitio unius horae obedirem, si mihi guardianus daretur, sicut antiquissimo et discretissimo fratri. 
    6 Subditus”, inquit, “praelatum suum non hominem considerare debet, sed illum pro cuius est amore subiectus. 
    7 Quanto autem comtemptibilior praesidet, tanto magis humilitas obedientis placet”. 
    8 Cum vero vice quadam quaereretur ab eo, quis esset vere obediens iudicandus, corporis mortui similitudinem pro exemplo proposuit. 
    9 ”Tolle”, inquit, ”corpus exanime, et ubi placuerit, pone! 
    10 Videbis non repugnare motum, non murmurare situm, non reclamare dimissum. 
    11 Quod si statuatur in cathedra, non alta sed ima respiciet; si collocetur in purpura, duplo pallescet. 
    12 Hic”, ait, ”verus obediens est, qui, cur moveatur, non diiudicat; ubi locetur non curat; ut transmutetur, non instat; 
    13 evectus ad officium, solitam tenet humilitatem; plus honoratus plus reputat se indignum”.

    TEXTO TRADUZIDO

    Legenda Maior - VI,4

    4 
    1 Mas para ter lucro de muitos modos e para aproveitar para seu merecimento todo o tempo presente, este comerciante evangélico preferiu ser súdito e não superior, e mais obedecer do que mandar. 
    2 Por isso, renunciando ao cargo de geral, pediu um guardião a cuja vontade se submetesse em tudo. 
    3 Pois afirmava que era tão copioso o fruto da santa obediência que não passava nada do tempo sem lucro para os que submetiam o pescoço aos eu jugo. 
    4 Por isso se acostumara e prometer sempre obediência ao irmão com quem andava, e a observá-la. 
    5 Uma vez, disse aos companheiros: “Entre outras coisas que a piedade divina dignou-se dar-me, está a graça de obedecer diligentemente ao noviço de uma hora, se me fosse dado como guardião, como ao mais antigo e discreto dos frades. 
    6 “O súdito, dizia, não deve considerar em seu prelado o homem mas aquele por cujo amor se submeteu. 
    7 Pois quanto mais desprezível for quem preside, tanto mais agrada a humildade do obediente”. 
    8 Certa vez, quando lhe perguntaram quem devia ser julgado um verdadeiro obediente, deu como exemplo a semelhança de um corpo morto. 
    9 Disse: “Pega um cadáver exânime, e põe onde quiser! 
    10 Verás que não vai desgostar do movimento, nem murmurar do lugar, nem reclamar se o tirarem. 
    11 Se o colocarem numa cátedra, não vai olhar para cima mas para baixo; se o vestirem de púrpura, vai ficar duplamente pálido. 
    12 Esse é o verdadeiro obediente que não julga por que foi movido, não se importa onde foi posto, não insiste para ser transferido; 
    13 elevado a um cargo, mantém a humildade costumeira, e quanto mais honrado mais se julga indigno”.