LÍNGUAS CLÁSSICAS

Página de Estudos das Fontes Pesquisadas

    TEXTO ORIGINAL

    Legenda Maior - IX,7

    7 
    1 Verum caritatis ardore spiritum ipsius ad martyrium perurgente, tertia adhuc vice pro fide Trinitatis effusione sui sanguinis dilatanda versus infideles proficisci tentavit. 
    2 Tertiodecimo namque suae conversionis anno ad partes Syriae pergens, multis se periculis constanter exposuit, ut Soldani Babyloniae posset adire praesentiam. 
    3 Inter Christianos enim ac Saracenos tunc guerra tam implacabilis erat, exercituum castris hinc inde in campo cominus ex adverso locatis, ut via mutui transitus sine mortis discrimine non pateret. 
    4 Exierat siquidem a Soldano edictum crudele, ut quicumque caput alicuius Christiani afferret, Byzantium aureum pro mercede reciperet. 
    5 At intrepidus Christi miles Franciscus, sperans in proximo suum adipisci posse propositum, definivit iter arripere, mortis pavore non territus, sed desiderio provocatus. 
    6 Oratione namque praemissa, confortatus a Domino (cfr. 1Re 30,6), confidenter illud propheticum decantabat: Nam et si ambulem in medio umbrae mortis, non timebo mala, quoniam tu mecum es (Ps 22,4).

    TEXTO TRADUZIDO

    Legenda Maior - IX,7

    7 
    1 Entretanto, como o ardor de sua caridade urgia seu espírito para o martírio, tentou uma terceira vez partir para os infiéis para dilatar a fé da Trindade derramando o seu sangue. 
    2 Pois no décimo terceiro ano de sua conversão, viajando para a Síria, expôs-se constantemente a muitos perigos, para chegar à presença do Sultão da Babilônia. 
    3 Pois havia nessa época uma guerra tão implacável entre os cristãos e os sarracenos que, estando localizados os acampamentos dos exércitos de uma parte e da outra no campo, não havia comunicação entre uma parte e outra sem perigo de morte. 
    4 Um sultão tinha feito um edito cruel, segundo o qual quem levasse a cabeça de um cristão ganharia um bizâncio de ouro como recompensa. 
    5 Mas Francisco, o intrépido soldado de Cristo, esperando conseguir logo chegar ao seu propósito, resolveu fazer a viagem, sem se aterrorizar pelo pavor da morte mas levado pelo desejo. 
    6 Fazendo primeiro uma oração, confortado pelo Senhor, cantava confiantemente aquela passagem profética: Mesmo que eu caminhe no meio da sombra da morte, não temerei o mal, porque Tu estás comigo. (Sl 22,4).