LÍNGUAS CLÁSSICAS

Página de Estudos das Fontes Pesquisadas

    TEXTO ORIGINAL

    Legenda Maior - XII,3

    3 
    1 Cum igitur appropinquaret Bevanio, ad quemdam locum devenit, in quo diversi generis avium maxima multitudo convenerat. 
    2 Quas cum sanctus Dei vidisset, alacriter cucurrit ad locum et eas velut rationis participes salutavit. 
    3 Omnibus vero exspectantibus et convertentibus se ad eum, ita ut quae in arbustis erant, inclinatis capitibus, cum appropinquaret ad eas, insolito modo in ipsum intenderent, usque ad eas accessit et omnes ut verbum Dei audirent, sollicite admonuit, 
    4 dicens: ”Fratres mei volucres, multum debetis laudare Creatorem vestrum, qui plumis vos induit et pennas tribuit ad volandum, puritatem concessit aeris et sine vestra sollicitudine vos gubernat”. 
    5 Cum autem eis haec et his similia loqueretur, aviculae modo mirabili gestientes coeperunt extendere colla, protendere alas, aperire rostra et in illum attente respicere. 
    6 Ipse vero cum spiritus fervore mirando per medium ipsarum transiens, tunica contingebat easdem, nec tamen de loco aliqua mota est, donec, signo crucis facto et licentia data cum benedictione viri Dei omnes insimul avolarunt. 
    7 Haec omnia contuebantur socii exspectantes in via. 
    8 Ad quos reversus vir simplex et purus, pro eo quod non hactenus avibus praedicaverat, coepit se de negligentia inculpare.

    TEXTO TRADUZIDO

    Legenda Maior - XII,3

    3 
    1 Quando se aproximava de Bevagna, chegou a um lugar onde se ajuntara uma grande multidão de diversos tipos aves. 
    2 Quando o santo de Deus as viu, correu alegremente para o lugar e saudou-as como se tivessem razão. 
    3 Todas ficaram esperando e viraram-se para ele, de modo que as que estavam nos arbustos inclinavam a cabeça, e quando se aproximou delas, de um modo insólito olharam para ele, até que chegou junto delas e lhes pediu solicitamente que todas ouvissem a palavra de Deus, 
    4 dizendo: “Meus irmãos passarinhos, muito deveis louvar o vosso Criador, que vos vestiu de plumas e vos deu asas para voar, concedendo-vos a pureza do ar e governando-vos sem que tenhais solicitudes”. 
    5 Quando lhes disse essas e outras coisas semelhantes, os passarinhos, comportando-se de um modo admirável, começaram a esticar o pescoço, a estender as asas, a abrir o bico e a olhar atentamente para ele. 
    6 Ele mesmo, com admirável fervor de espírito, passava pelo meio deles, tocando-os com a túnica, mas nenhum se moveu do lugar até que, fazendo um sinal da cruz e dando licença com uma bênção do homem de Deus, todos voaram juntos. 
    7 Os companheiros olhavam tudo isso, esperando na estrada. 
    8 Voltando a eles, o homem simples e puro começou a se culpar de ser negligente porque até então não tinha pregado às aves.