LÍNGUAS CLÁSSICAS

Página de Estudos das Fontes Pesquisadas

    TEXTO ORIGINAL

    Legenda Maior - XIII,5

    5 
    1 Postquam igitur verus Christi amor in eamdem imaginem transformavit (cfr. 2Cor 3,18) amantem, quadraginta dierum numero, iuxta quod decreverat, in solitudine consummato, superveniente quoque solemnitate Archangeli Michaelis, descendit angelicus vir Franciscus de monte, 
    2 secum ferens Crucifixi effigiem, non in tabulis lapideis vel ligneis manu figuratam artificis, sed in carneis membris descriptam digito Dei (cfr. Mat 17,9; Ex 31,18) vivi. 
    3 Et quoniam sacramentum Regis abscondere bonum est (cfr. Tob 12,7), ideo secreti regalis vir conscius signacula illa sacra pro viribus occultabat. 
    4 Verum, quia Dei est ad gloriam suam magna revelare, quae facit, Dominus ipse, qui signacula illa secrete impresserat, miracula quaedam aperte per ipsa monstravit, ut illorum occulta et mira vis stigmatum manifesta pateret claritate signorum.

    TEXTO TRADUZIDO

    Legenda Maior - XIII,5

    5 
    1 Mas, depois que o verdadeiro amor de Cristo transformou aquele que o amava em sua imagem, quando acabaram os quarenta dias que tinha decidido ficar na solidão, e tendo chegado também a festa de São Miguel Arcanjo, Francisco, o homem angélico, desceu do monte. 
    2 Trazia consigo a imagem do Crucificado, não gravada à mão em tábuas de pedra ou de madeira, com artifícios, mas escrita nos membros da carne pelo dedo de Deus vivo. 
    3 E como é bom esconder o sacramento do Rei, (cfr. Tb 12,7) o homem que era cônscio do segredo real ocultava como podia aqueles sinais santos. 
    4 Entretanto, como cabe a Deus revelar para a sua glória as grandes coisas que faz, o próprio Senhor, que tinha marcado em segredo aqueles sinais, mostrou abertamente alguns milagres através deles, para que a força oculta e admirável daqueles estigmas se tornasse conhecida pela claridade dos sinais.