LÍNGUAS CLÁSSICAS

Página de Estudos das Fontes Pesquisadas

    TEXTO ORIGINAL

    Legenda Maior - Miraculis II,5

    5 
    1 In civitate Capuae, dum puer quidam circa ripam Vulturni fluminis cum pluribus iocaretur, incautus cecidit in profundum, quem fluminis impetus (cfr. Ps 45,5) celeriter vorans, sub sabulo mortuum sepelivit. 
    2 Proclamantibus autem pueris, qui cum eo luserant circa flumen, populosa illic multitudo convenit. 
    3 Cumque universus populus suppliciter et devote beati Francisci merita invocaret, ut devotorum sibi parentum fidem aspiciens, prolem a mortis periculo dignaretur eripere, natator quidam procul adstans, clamoribus auditis, accessit. 
    4 Et post inquisitionem, invocato tandem beati Francisci subsidio, locum invenit, in quo limus in modum sepulcri pueri cadaver obtexerat; quem effodiens et extra deportans, dolens defunctum inspexit. 
    5 Licet autem populus, qui adstabat videret iuvenem mortuum, nihilominus tamen flens et eiulans proclamabat: ”Sancte Francisce; redde puerum patri suo!”. 
    6 Sed et Iudaei, qui venerant, naturali pietate commoti, dicebant: ”Sancte Francisce, redde puerum patri suo!”. 
    7 Subito puer, laetantibus et mirantibus cunctis, exsurgens incolumis, duci se ad ecclesiam beati Francisci suppliciter postulavit, ut gratias illi devotus exsolveret, cuius se noverat virtute mirabiliter suscitatum.

    TEXTO TRADUZIDO

    Legenda Maior - Milagres II,5

    5 
    1 Na cidade de Cápua, enquanto um menino brincava com outros na margem do rio Volturno, descuidou-se e caiu no mais profundo, e a correnteza do rio, devorando-o rapidamente, sepultou-o sob o lodo. 
    2 Aos gritos dos meninos que estavam brincando com ele perto do rio, juntou-se numerosa multidão. 
    3 Como todo o povo invocou suplicante e devotamente os méritos do bem-aventurado Francisco, para que olhasse a fé dos devotos pais, e se dignasse tirar o filho do perigo da morte, um nadador, que estava longe, ouvindo os clamores, aproximou-se. 
    4 Depois de se informar, invocou afinal a ajuda de São Francisco, encontrou o lugar em que o lodo tinha coberto como um sepulcro o cadáver do menino. Cavou, tirou fora e, condoído, examinou o defunto. 
    5 Mas, mesmo vendo que o jovem estava morto, o povo que ali estava, chorando e gemendo gritava: “São Francisco, devolve o menino ao seu pai!”. 
    6 Até os judeus, que tinham comparecido por natural piedade, diziam comovidos: “São Francisco, devolve o menino ao seu pai!”. 
    7 De repente, para alegria e admiração de todos, o menino levantou-se incólume, suplicou que fosse levado à igreja de São Francisco, para lhe agradecer com devoção, pois sabia que tinha sido milagrosamente ressuscitado por sua virtude.