LÍNGUAS CLÁSSICAS

Página de Estudos das Fontes Pesquisadas

  • Fontes Franciscanas
  • Fontes Biográficas
  • São Boaventura
  • Legenda Maior

TEXTO ORIGINAL

Legenda Maior - Miraculis V,3

3 
1 Albertus de Aretio, cum in vinculis arctissimis teneretur pro debitis iniuste ab eo petitis, suam innocentiam sancto Francisco humiliter commendavit. 
2 Ordinem quidem fratrum Minorum plurimum diligebat et sanctum Franciscum inter Sanctos speciali venerabatur affectu. 
3 Dixit autem creditor suus voce blasphema, quod nec Franciscus nec Deus posset eum de suis manibus liberare (cfr. Dan 3,17). 
4 Factum est itaque in vigilia sancti Francisci, cum vinctus ille nihil comedisset, sed ob Sancti amorem victum suum cuidam tribuisset egeno, nocte veniente apparuit ei vigilanti sanctus Franciscus. 
5 Ad cuius ingressum vincula de pedibus et catenae de manibus ceciderunt, sponte aperta sunt (cfr. Act 12,7.10) ostia, prosilierunt tabulae de solario, et liber abscessit homo ad propria rediens. 
6 Implevit ex tunc votum ieiunans vigiliam beati Francisci et cereo, quem annuatim consuevit offerre, in accrescentis devotionis indicium annuatim unam unciam superaddens.

TEXTO TRADUZIDO

Legenda Maior - Milagres V,3

3 
1 Alberto de Arezzo, estando preso em correntes apertadíssimas por dívidas que lhe pediam injustamente, recomendou humildemente sua inocência a São Francisco. 
2 Ele amava muito a Ordem dos Frades menores e tinha um especial afeto por São Francisco entre os santos. 
3 Mas o seu credor disse, blasfemando, que nem Francisco nem Deus poderiam livrá-lo de suas mãos. 
4 Aconteceu, então que, na vigília de São Francisco, como o preso não comesse nada, mas, por amor do santo, desse a sua comida a um pobre, quando chegou a noite, apareceu-lhe São Francisco, pois estava acordado. 
5 Quando ele entrou, caíram os vínculos dos pés e as algemas das mãos, as portas se abriram sozinhas, despencaram as tábuas do teto e o homem saiu livre, voltando para casa. 
6 Cumpriu, desde então, o voto, jejuando na vigília do bem-aventurado Francisco e, como sinal de sua crescente devoção, cada ano acrescentava uma onça ao círio que costumava oferecer todos os anos.