LÍNGUAS CLÁSSICAS

Página de Estudos das Fontes Pesquisadas

  • Fontes Franciscanas
  • Fontes Biográficas
  • Tomás de Celano
  • Segunda Vida (2Cel)

TEXTO ORIGINAL

Secunda Vita (2Cel) - 171

Caput CXXX - De cicada.

171 
1 Iuxta cellulam sancti Dei (cfr. Mar 1,24) apud Portiunculam super ficum cicada residens consueta frequenter suavitate canebat, ad quam quandoque beatus pater manum extendens, ad se benigne vocavit dicens: “Soror mea cicada, veni ad me!”. 
2 Quae, velut rationis compos, statim super manus eius ascendit. 
3 Et ait ad eam: “Canta, soror mea cicada, et Dominum creatorem tuum iubilo lauda!”. 
4 Quae sine mora obediens, canere coepit, et tamdiu canere non cessavit, donec vir Dei (cfr. 4Re 4,9) eius cantibus suam laudem interserens, ut ad solitum revolaret locum ei mandavit. 
5 In quo per octo dies continue quasi ligata permansit. 
6 Sanctus vero cum descendebat de cella, eam semper manibus tangens, cantare iubebat, cuius iussionibus parere semper erat sollicita. 
7 Et ait sanctus ad socios suos: “Demus iam licentiam sorori nostrae cicadae, quae satis hucusque sua laude laetos nos fecit, ne caro nostra vane pro huiusmodi glorietur (cfr. 1Cor 1,29; 2Cor 12,5)”. 
8 Et statim ab eo licenciata recessit, nec ultra ibidem apparuit. 
9 Cernentes haec omnia fratres perplurimum admirati sunt.

TEXTO TRADUZIDO

Segunda Vida (2Cel) - 171

Capítulo 130 - Sobre a cigarra.

171 
1 Havia na Porciúncula, ao lado da cela do santo de Deus, uma figueira onde uma cigarra costumava cantar com suavidade. Uma vez, o bem-aventurado pai lhe estendeu a mão e a chamou bondosamente dizendo: “Cigarra, minha irmã, vem cá!” 
2 Como se tivesse razão, ela foi logo para sua mão. 
3 E ele: “Canta, minha irmã cigarra, louva com júbilo o Senhor Criador!” 
4 Ela obedeceu depressa, começou a cantar e não parou enquanto o homem de Deus, juntando seus louvores ao cântico, não a mandou de volta para o seu lugar. 
5 Lá ficou por oito dias, como se estivesse presa. 
6 Quando o santo descia de sua cela, tocava-a com as mãos e mandava que cantasse. Ela estava sempre pronta para obedecer-lhe. 
7 Disse o santo a seus companheiros: “Vamos despedir nossa irmã cigarra, que já nos alegrou bastante aqui com o seu louvor, para que nossa carne não se glorie com isso”. 
8 Com sua permissão, ela foi logo embora, e não apareceu mais. 
9 Os frades ficavam admiradíssimos, vendo tudo isso.