LÍNGUAS CLÁSSICAS

Página de Estudos das Fontes Pesquisadas

  • Fontes Franciscanas
  • Fontes Biográficas
  • Tomás de Celano
  • Segunda Vida (2Cel)

TEXTO ORIGINAL

Secunda Vita (2Cel) - 175

Caput CXXXIII - De compassione infirmorum.

175 
1 Multa sibi ad infirmos compassio, multa pro illorum necessitatibus sollicitudo. 
2 Si quando pietas saecularium electuaria mittebat eidem, cum ipse plus aliis indigeret, caeteris infirmantibus dabat. 
3 Omnium languentium in se transformabat affectus, verba praebens compassionis, ubi subventionis non poterat. 
4 Comedebat ipse diebus ieiunii, ne infirmi comedere vererentur; nec verecundabatur per publica civitatum carnes fratri infirmo conquirere. 
5 Monebat tamen languidos patienter ferre defectus, nec consurgere in scandalum, cum non esset eis per omnia satisfactum. 
6 Unde in quadam regula scribi fecit haec verba: “Rogo omnes fratres meos infirmos, ut in suis infirmitatibus non irascantur vel conturbentur contra Deum vel contra fratres. 
7 Non multum sollicite postulent medicinas, nec nimis desiderent liberare carnem cito morituram, quae est animae inimica. 
8 De omnibus gratias agant (cfr. 1The 5,18), ut quales vult eos esse Deus, tales se fore desiderent. 
9 Quos enim Deus ad vitam praeordinavit aeternam (cfr. Act 13,48), flagellorum atque infirmitatum stimulis erudit, sicut ipse dixit: Ego quos amo, corrigo et castigo (cfr. Apoc 3,19; Heb 12,6)”.

TEXTO TRADUZIDO

Segunda Vida (2Cel) - 175

Capítulo 133 - Sobre a compaixão pelos doentes.

175 
1 Tinha muita compaixão para com os doentes e muita solicitude pelas suas necessidades. 
2 Quando seculares piedosos lhe mandavam fortificantes, dava-os aos outros doentes, embora precisasse mais que todos. 
3 Assumia os sofrimentos de todos os que padeciam, dizendo-lhes palavras de compaixão quando não podia ajudar de outra maneira. 
4 Chegava até a comer nos dias de jejum, para que os doentes não ficassem com vergonha de comer. E não se envergonhava de pedir carne publicamente, pela cidade, para dar a um irmão doente. 
5 Mas exortava os doentes a sofrerem as privações com paciência e a não armarem escândalos quando não eram satisfeitos em tudo. 
6 Por isso fez escrever estas palavras numa de suas regras: “Rogo a todos os meus irmãos doentes que em suas enfermidades não fiquem irados ou perturbados contra Deus ou contra os irmãos. 
7 Não peçam remédios com muita insistência e não tenham muito desejo de livrar a carne que logo vai morrer e que é inimiga da alma. 
8 Dêem graças por tudo, desejando ser aquilo que Deus também deseja deles. 
9 Porque Deus instrui com os sofrimentos dos castigos e das doenças aqueles que predestinou para a vida eterna, como ele mesmo disse: ‘Eu corrijo e castigo aqueles a quem amo’“.