LÍNGUAS CLÁSSICAS

Página de Estudos das Fontes Pesquisadas

    TEXTO ORIGINAL

    Secunda Vita (2Cel) - 18

    De sancta Maria de Portiuncula.

    Caput XII - De amore sancti in hunc locum, de conversatione fratrum ibidem et de amore beatae Virginis in eumdem.

    18 
    1 Servus Dei (cfr. 2Par 24,9) Franciscus, persona modicus, mente humilis, professione minor (cfr. Is 16,4; Mat 11,29; Luc 9,48), in saeculo degens portiunculam pro se et suis de mundo elegit (cfr. Ioa 15,19), ex quo aliter Christo, nisi de mundo aliquid haberet, servire non potuit. 
    2 Non enim sine praescientia divini oraculi a diebus antiquis Portiuncula dictus est locus, qui debebat in illorum cedere sortem (cfr. Ios 17,8) qui de mundo cupiebant penitus nil habere. 
    3 Nam et in eo Virginis matris ecclesia erat constructa, quae sua singulari humilitate meruit post Filium suum caput omnium esse Sanctorum. 
    4 In ea Minorum ordo principium sumpsit, ibidem multiplici numero velut ‘supra stabile fundamentum (cfr. Eph 2,10.21) eorum nobilis structura surrexit’. 
    5 Hunc locum sanctus adamavit prae omnibus, hunc praecepit fratres speciali reverentia venerari, hunc velut speculum religionis in humilitate ac paupertate altissima (cfr. 2Cor 8,2) semper voluit custodiri, proprietatem ex eo aliis reservans, sibi et suis retinens usum tantum.

    TEXTO TRADUZIDO

    Segunda Vida (2Cel) - 18

    Sobre Santa Maria da Porciúncula.

    Capítulo 12 - Do amor do santo para com esse lugar, da vida que os frades aí levavam, e do amor da Virgem por ele.

    18 
    1 O servo de Deus Francisco, pequeno de estatura, humilde de pensamento e menor por profissão, escolheu para si e para os seus um pedacinho deste mundo, enquanto neste século tinha de viver, pois não poderia servir a Cristo sem ter alguma coisa do mundo. 
    2 Pois não deve ter sido sem a presciência do oráculo divino que foi chamado de Porciúncula o lugar que devia cair por sorte para aqueles que não queriam ter absolutamente nada do mundo. 
    3 Nele também tinha sido construída uma igreja da Virgem Mãe, aquela que, por sua humildade singular, mereceu ser cabeça de todos os santos logo depois de seu Filho. 
    4 Nela teve início a Ordem dos Menores, e sobre ela se ergueu, como em sólido fundamento, sua nobre estrutura de inumerável multidão. 
    5 O santo teve um amor especial por esse lugar mais do que por todos, quis que os frades o venerassem de maneira toda particular e quis que fosse conservado na humildade e na altíssima pobreza, como espelho de toda a sua Ordem, deixando a propriedade para outros e reservando para si e para os seus apenas o uso.