LÍNGUAS CLÁSSICAS

Página de Estudos das Fontes Pesquisadas

    TEXTO ORIGINAL

    Secunda Vita (2Cel) - 42

    Caput XIII - De quodam fratre tentato.

    42 
    1 Manente sancto in eodem loco (cfr. Ioa 11,6), frater quidam spiritualis de custodia Marsicana, qui gravibus tentationibus vexabatur, dixit in corde suo (cfr. Ps 13,1): 
    2 “Oh! si unquam aliquid vel saltem parum de unguibus sancti Francisci haberem mecum, credo equidem tota haec tentationum procella diffugeret, rediretque, Domino favente, tranquillum”. 
    3 Obtenta igitur licentia, ad locum se confert, causam uni de sociis sancti patris exponit. 
    4 Cui respondit frater: “Non mihi possibile credo de unguibus tibi tribuere, quoniam etsi aliquando eos ipsi praecidimus, proici iubet, prohibens ne servemus”. 
    5 Illico acclamatur frater, et ad sanctum, qui eum quaerebat, ire iubetur: “Quaeras”, ait, “mihi forfices, fili, quibus ungues meos protinus circumcidas (cfr. Deut 21,12)”. 
    6 Profert ille ferrum, quod propter idipsum iam in manibus sumpserat, et prominentes caesuras excipiens, fratri qui petierat tradit; quas ille devote suscipiens, conservat devotius, et statim ab omni impugnatione liber efficitur.

    TEXTO TRADUZIDO

    Segunda Vida (2Cel) - 42

    Capítulo 13 - Sobre um irmão tentado.

    42 
    1 Permanecendo o santo no mesmo lugar, um frade espiritual, que pertencia à custódia de Mársica e sofria graves tentações, disse em seu coração: 2 “Ó! se eu tivesse comigo alguma coisa de São Francisco, pelo menos um pouquinho de suas unhas, acho que toda essa tempestade de tentações iria embora, e eu voltaria a viver em paz, com o auxílio de Deus”. 
    3 Conseguiu portanto a licença, foi para o lugar e expôs o assunto a um de seus companheiros. 
    4 O frade respondeu: “Acho que não vai ser possível dar-te alguma coisa de suas unhas, porque, embora nós as cortemos de vez em quando, ele manda jogá-las fora, proibindo que as conservemos”. 
    5 Logo depois, o frade foi chamado e o mandaram ir ao santo, que queria falar com ele. “Filho, disse, vai buscar uma tesoura para cortar minhas unhas”. 
    6 Apresentou a tesoura, que já tinha tomado nas mãos para isso, e pegando as pontas cortadas e as entregou ao irmão que as pedira. Este recebeu-as com devoção, guardou-as com mais devoção ainda, e logo ficou livre na mesma hora de todas as tentações.