LÍNGUAS CLÁSSICAS

Página de Estudos das Fontes Pesquisadas

    TEXTO ORIGINAL

    Secunda Vita (2Cel) - 65

    De exemplis contra pecuniam.

    Caput XXXV - Dura correctio fratris qui eam manibus tetigit.

    65 
    1 Verum summopere amicus Dei cuncta quae sunt mundi (cfr. 1Cor 7,33) despiciens, super omnia tamen exsecrabatur pecuniam. 
    2 Inde illam a principio suae conversionis praecipue vilipendit, et tanquam ipsum diabolum se sequentibus semper innuit fugiendam. 
    3 Haec ab ipso erat sollertia data suis, ut stercus et pecuniam uno amoris pretio ponderarent. 
    4 Accidit igitur die quadam (cfr. Gen 39,11), ut saecularis quidam ecclesiam Sanctae Mariae de Portiuncula oraturus intraret, qui causa oblationis pecuniam deposuit iuxta crucem. 
    5 Quam, illo recedente, frater unus, simpliciter sua manu contingens, in fenestram proiecit. 
    6 Pervenit ad sanctum quod fecerat frater; deprehensum ille se videns, currit ad veniam, et humi prostratus se offert ad verbera. 
    7 Arguit illum sanctus et de pecunia tacta durissime increpat. 
    8 Iubet eum, ore proprio de fenestra levare pecuniam, et extra septa loci ipsam ore suo super stercus ponere asininum. 
    9 Dumque implet iussum frater ille gratanter, timor replet audientium corda cunctorum. 
    10 Contemnunt omnes magis de caetero sic stercori comparatum, et ad contemptum eius novis exemplis quotidie animantur.

    TEXTO TRADUZIDO

    Segunda Vida (2Cel) - 65

    Sobre exemplos contra o dinheiro.

    Capítulo 35 - Dura correção de um irmão que o tocou com as mãos.

    65 
    1 Verdadeiramente acima de tudo amigo de Deus, desprezava tudo que é do mundo mas, acima de tudo, detestava o dinheiro. 
    2 Fez pouco dele desde o início de sua conversão, e aos seus seguidores sempre disse que deviam fugir do dinheiro como do próprio diabo. 
    3 Esta era a astúcia dada aos seus, que deviam dar o mesmo valor ao esterco e ao dinheiro. 
    4 Aconteceu por isso certo dia que entrou um secular para rezar na igreja de Santa Maria da Porciúncula, e pôs dinheiro de esmola junto da cruz. 
    5 Quando ele foi embora, um frade pegou o dinheiro com simplicidade e o jogou numa janela. 
    6 O santo ficou sabendo que o frade fizera isso e ele, vendo-se descoberto, correu pedir perdão e se prostrou no chão e se oferecendo ao castigo. 
    7 O santo o repreendeu e lhe disse coisas muito duras por ter tocado o dinheiro. 
    8 Depois mandou que o pegasse na janela com a boca e que assim o levasse para fora da cerca do lugar e colocasse em cima de esterco de asnos. 
    9 O frade obedeceu de bom grado e os presentes ficaram cheios de temor. 
    10 Tiveram ainda maior aversão pelo dinheiro que assim tinha sido comparado ao esterco e se encorajavam a desprezá-lo cada dia com novos exemplos.