LÍNGUAS CLÁSSICAS

Página de Estudos das Fontes Pesquisadas

  • Fontes Franciscanas
  • Fontes Biográficas
  • Tomás de Celano
  • Segunda Vida (2Cel)

TEXTO ORIGINAL

Secunda Vita (2Cel) - 108

Caput LXXIV - Qualiter virtute verbi per fratrem Silvestrum de Aretio daemones effugavit.

108 
1 Non solum in praesentia virtuosa erant verba Francisci, sed per alios quandoque transmissa vacua non redibant (cfr. Is 55,11). 
2 Accidit siquidem ipsum ad civitatem Aretii devenire quandoque, cum, ecce, tota civitas (cfr. Mat 8,34) intestino bello quassata, propinquum sui minabatur excidium. 
3 Hospitatus itaque vir Dei in burgo extra civitatem, videt supra terram illam daemones exsultantes, et cives ad civium exitia succendentes. 
4 Vocans autem fratrem Silvestrum nomine, virum Dei (cfr. 1Re 9,7) dignae simplicitatis, praecepit ei dicens (cfr. Gen 28,1): “Vade ante portam civitatis, et ex parte omnipotentis Dei (cfr. Sap 7,25) daemonibus praecipe, ut tam cito exeant civitatem (cfr. Mat 10,11)!”. 
5 Festinat pia simplicitas ad obedientiam prosequendam, et praeoccupans in laudem faciem Domini (cfr. Ps 94,2), clamat ante portam valenter (cfr. Dan 3,4): “Ex parte Dei et iussu patris nostri Francisci, procul hinc discedite (cfr. 1Esd 6,6), daemones universi!”. 
6 Redit ad pacem paulo post civitas, et civilitatis in se iura magna tranquillitate custodiunt. 
7 Unde postmodum praedicans eis beatus Franciscus, in principio praedicationis dixit: 
8 “Vobis sicut quondam diabolo subiugatis et vinctis daemonum loquor, quos tamen scio cuiusdam pauperis precibus liberatos”.

TEXTO TRADUZIDO

Segunda Vida (2Cel) - 108

Capítulo 74 - Como, pela força da palavra, afugentou os demônios de Arezzo através de Frei Silvestre.

108 
1 As palavras de Francisco não tinham força só quando ele estava presente: mesmo quando eram transmitidas por outros não deixavam de produzir o seu fruto. 
2 Uma vez, chegou a Arezzo e soube que a cidade inteira estava afogada numa luta interna, ameaçada de iminente destruição. 
3 Hospedado numa aldeia fora da cidade, o homem de Deus viu, acima daquela terra, demônios exultantes e cidadãos inflamavam a destruição de seus próprios concidadãos. 
4 Chamando Frei Silvestre, um homem de Deus de digna simplicidade, deu-lhe ordem dizendo: “Vai à frente da porta da cidade e, da parte de Deus todo-poderoso, manda aos demônios que saiam da cidade quanto antes!” 
5 Apressou-se a santa simplicidade a cumprir a obediência, Piedoso e simples, o frade foi correndo cumprir a ordem e, apresentando-se diante de Deus com hinos de louvor, clamou valentemente diante da porta: “Da parte de Deus e por ordem de nosso pai Francisco, ide embora para longe daqui, demônios todos!” 
6 A cidade voltou à paz pouco depois e tratou de preservar com grande tranqüilidade os direitos dos cidadãos. 
7 Por isso, mais tarde, falando para eles, São Francisco disse, no início da pregação: “Dirijo-me a vós como a homens antes subjugados pelo diabo e prisioneiros dos demônios, mas sei que fostes libertados pelas preces de um certo pobre”.