LÍNGUAS CLÁSSICAS

Página de Estudos das Fontes Pesquisadas

    TEXTO ORIGINAL

    Secunda Vita (2Cel) - 118

    Caput LXXXIII - Quomodo quemdam fratrem a tentatione liberavit et de bono tentationis.

    118 
    1 Vice quadam cum frater unus tentatus solus sederet cum sancto, dixit ei: “Ora pro me (cfr. 3Re 13,6; 1The 5,25), benigne pater, credo equidem, quod de meis tentationibus (cfr. Luc 22,28) continuo liberabor, si pro me fueris dignatus orare. 
    2 Nempe supra vires affligor, et scio quod te ipsum non lateat”. 
    3 Dixit ei sanctus Franciscus: “Crede mihi (cfr. Ioa 4,21), fili, quoniam magis propterea servum Dei (cfr. Act 16,17) te credo, et quo magis tentatum, magis a me dilectum te noveris”. 
    4 Et subiunxit: “Vero dico tibi, nullus se Dei servum (cfr. Act 16,17) reputare debet, quousque per tentationes et tribulationes transierit (cfr. Iudt 8,23). 
    5 Anulus”, inquit, “quodammodo est victa tentatio, quo Dominus sibi desponsat animam servi sui (cfr. Ps 85,4).
    6 Plures sibi de annosis meritis blandiuntur, et nulla sustinuisse tentamenta laetantur. 
    7 Sed quoniam ante congressum solus eos terror elideret, sciant spiritus sui debilitatem consideratam a Domino. 
    8 Vix enim obiciuntur certamina fortia, nisi ubi fuerit virtus perfecta”.

    TEXTO TRADUZIDO

    Segunda Vida (2Cel) - 118

    Capítulo 83 - Como libertou um irmão da tentação e sobre o bem da tentação.

    118 
    1 Certa vez, um frade, que era assediado por uma tentação, disse ao santo, um dia em que estava sentado sozinho com o santo: “Reza por mim, meu bom pai, porque eu acho que serei libertado imediatamente de minhas tentações se te dignares rezar por mim. 
    2 Estou sofrendo acima de minhas forças e sei que isso não te é oculto”. 
    3 São Francisco respondeu: “Podes crer em mim, filho, que isso me faz acreditar ainda mais que és um servo de Deus. Fica certo de que, quanto mais fores tentado, mais te hei de amar”. 
    4 E acrescentou: “Na verdade te digo, ninguém pode dizer-se servo de Deus enquanto não passar por tentações e tribulações. 
    5 Uma tentação vencida é como um anel com que o Senhor desposa a alma de seu servo. 
    6 Há muitos que se comprazem com os méritos que acumularam durante muitos anos e se alegram por não terem encontrado tentações. 
    7 É bom que saibam que o Senhor levou em conta a fraqueza de seu espírito, se não, teriam morrido de susto, antes do combate. 
    8 Pois não há duros combates onde não há virtude perfeita”.