LÍNGUAS CLÁSSICAS

Página de Estudos das Fontes Pesquisadas

  • Fontes Franciscanas
  • Fontes Biográficas
  • Tomás de Celano
  • Segunda Vida (2Cel)

TEXTO ORIGINAL

Secunda Vita (2Cel) - 139

Caput CI - De occultandis virtutibus.

139 
1
Taliter homo iste omnem gloriam, quae Christum non saperet (cfr. Phip 3,19), abiuraverat; taliter humanis favoribus aeternum irrogaverat anathema. 
2 Sciebat famae pretium conscientiae secretum minuere, longeque damnosius abuti quam carere virtutibus. 
3 Sciebat non minorem virtutem quam quaerere parta tueri. 
4 Heu! ad plura nos vanitas quam caritas provocat, et Christi amori praevalet favor mundi. 
5 Affectus non discernimus, spiritus non probamus (cfr. 1Ioa 4,1), et cum in actum gloria vana compulerit, caritate putamus elicitum. 
6 Porro si boni vel parum egerimus, pondus eius ferre non possumus (cfr. Iob 31,23), quodlibet illud exoneramus viventes, et ad ultimum littus amittimus.
7 Patienter ferimus non esse bonos; non videri, non credi, pati non licet. 
8 Sic totum in laudibus hominum (cfr. Rom 2,29) vivimus, quia nihil aliud quam homines sumus (cfr. Mat 8,9).

TEXTO TRADUZIDO

Segunda Vida (2Cel) - 139

Capítulo 101 - Sobre as virtudes que devem ser ocultadas.

139 
1 Foi assim que esse homem renunciou a toda glória que não tivesse o sabor de Cristo. Foi assim que lançou um anátema eterno contra todos os favores humanos. 
2 Sabia que o preço da fama era o desgaste do segredo da consciência e que era muito mais perigoso abusar das virtudes que não as possuir. 
3 Sabia que não era menor virtude defender as conquistas já feitas que conquistar novas. 
4 Ai de nós, que somos levados mais pela vaidade que pela caridade, deixando que o reconhecimento do mundo prevaleça sobre o amor de Cristo. 
5 Não discernimos nossas afeições, não provamos o espírito e, levados a agir por vanglória, achamos que agimos por caridade. 
6 Quando chegamos a fazer algum bem, por menor que seja, não suportamos o seu peso, deixamos escapar tudo nesta vida e chegamos de mãos vazias à última praia. 
7 Conformamo-nos com a nossa falta de bondade, mas não suportamos que os outros o saibam e não acreditem em nós. Assim vivemos totalmente para os elogios dos homens, porque não somos nada mais que homens.